Tuz Aperen

Da minha família arcturiana, tenho o prazer de te apresentar o meu avô paterno Tuz Aperen (Tusa Perene), cujo signo de nascimento arcturiano é equivalente ao signo Escorpião da Astrologia Ocidental da Terra. Daí a génese do seu nome.

Embora o ancião já esteja na sétima idade (pelo tempo da Terra tem 728 anos), continua fresquinho que nem uma geiyrub – que é um vegetal parecido com a nossa alface, só que é azul. Daí a atraente tonalidade da sua pele,
como se pode ver na imagem.

Este meu avô paterno, sempre preocupado com as gentes da Terra, pede-me para divulgar as revelações repentinas, que lhe acontecem durante os transes abrasadores dos orgasmos arcturianos. Eis a mais recente:

 

Este meu avô é do caneco! É sempre à hora da atualização do números de mortos covidedezanovenses, na TV (que nunca perco), que ele me manda as mensagens. E sempre com urgência. Ontem, outra vez! Desta vez, dizia assim:

Vocês não percebem nadinha do que significa estar vivo. No dia em que abrirem os olhos, muito se divertirão a relembrar o que estão a experimentar agora. Quando deixarem de ser um empecilho à evolução, continuarão a lidar com desafios. Só que irão resolvê-los tranquilamente, porque já perderam o medo. E usarão o livre arbítrio apenas para escolher como vão servir a Lucidez, em vez de, como agora, não saberem quando é que estão a servir a Lucidez ou a Ptabbefae (Bicheza) que são lúcidos à maneira deles. É claro que não perceberam patavina do que acabei de vos dizer, mas sempre fica dito.

Confesso que fiquei abananado com o impacto da mensagem. Vivo há tanto tempo na Terra, que já me tinha esquecido de como os Arcturianos são lúcidos.

O processo evolutivo começou quando a primeira chispa de consciência extraterrestre atingiu as criaturas ancestrais da Terra. Antes disso, não passavam de bichos peludos, muito assustados por não conseguirem perceber como tinham ido ali parar. Portanto, no momento em que essa pisca de Luz brilhou, começou o processo de retorno da Humanidade à Lucidez. Considerando o tempo que entretanto já passou, a revelação que acendeu na minha mente, ontem, durante o orgasmo, é que os Terráqueos, tendo desistido de saber como foram parar à Terra, decidiram entreter-se com merdices que não interessam a ninguém minimamente inteligente. Naturalmente, é por isso que, centenas de milénios depois, continuam na cepa torta.

Devo confessar que não concordo com o meu avô. Afinal, cada vez há mais pessoas a caminho da ascensão. Algumas até dizem que respiram o Espírito. Sim, o pessoal está cada vez mais respiritual.

A minha sugestão  é a seguinte: Deixem de dar crédito às tretas pseudo-espirituais, impingidas por quem se limitou a aprender umas coisas em livros de auto-ajuda. Depois, disponibilizem-se para a metamorfose. Este magnífico fenómeno da natureza, não significa fazer cosmética; significa ficar realmente diferente… para melhor! Cumpram a vossa parte dessa portentosa tarefa… se chegarem a saber qual ela é. Se não chegarem, empenhem-se na mesma, para se habituarem a viver empenhados. Como sabem, nada se faz sem trabalho e perseverança! Isto também nós dizemos aos nossos, que se oferecem para encarnar na Terra. Desenganem-se se acham que “mudar” equivale a ficarem bonzinhos, aceitáveis e carinhosos. Não! Todos precisam de arrancar o sarro que se mantêm agarrado ao fundo do tacho. E pouco me importa que tu sejas letrado ou analfabeto. Nesta questão, todos comem da mesma gamela!

Sempre me irritou a franqueza deste meu avô. Até dá a impressão de que ele viveu uma data de vidas na Terra. Como eu não estou habituado a que me falem sem papas na língua, nem ilusões na consciência, custa-me concordar com ele, Quando lhe disse que prefiro que me digam: “Basta pensar positivo, para que tudo corra bem”, ele chamou-me asyrewto (imbecil). Quando é assim, ponho-me a ver o Bigue Brâder, e passa-me logo!