Peixes

19/20 de Fevereiro — 20/21 de Março

Neste vídeo podes apreciar a estética do “Cartaz Aquário” e ouvir o texto.
Encomenda-o aqui (apenas 5€), para ti ou para ofereceres.
Uma miniatura do cartaz, para ficares com uma ideia.


Se preferes levar a coisa um pouco mais longe, dispõe das minhas
consultas de astrologia humanista

Neptuno (cujo símbolo enquadra este parágrafo) é, desde 1846, o regente comum deste 12º signo, do elemento Água, que encerra o Inverno. Até essa data o regente foi Júpiter, também regente de Sagitário). Neptuno (Poseidon na mitologia grega), símbolo as massas e dos meandros intricados na mente, foi descoberto no sistema solar, precisamente, numa altura em que a psicanálise despontava e as massas trabalhadoras tentavam organizar-se em sindicatos. Considerado a oitava superior de Vénus, regente de Touro e Balança, Neptuno representa a dissolução das formas, o sonho, os ideais e o misticismo, o psiquismo, a idealização e a inspiração, os valores espirituais mais elevados e o impulso de regressar à fonte original de vida. Negativamente entendido, induz a fantasia e os paraísos artificiais, a confusão e a ilusão que leva a construir castelos no ar.


Conhece a função esotérica de Peixes na
página 13 deste ficheiro

Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
a heroína do capítulo 12 é a Patinha Iluminada

Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 12º poema deste conjunto é dedicado a este signo, muito dado ao misticismo assim como aos vários tipos de religiões e espiritualidades. Não surpreende que Fernando Pessoa lhe dado este título:

PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil
,

O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Peixes neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’.
Depois, consulta a página 60.

O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual descreve a sua simbologia astrológica. Repara como, em Neptuno – O Místico, a música é etérea e o coro nos remete para as profundezas do Espaço.

Para aprofundar a compreensão do arquétipo Peixes

Eu sou o Inspirado Missionário. Sou quem perturba e assusta devido à neblina com que esbato os contornos, à falta de clareza e à sensação de encantamento que promovo. Comigo andam a decepção e a ingenuidade, o autossacrifício, o idealismo, a distorção da realidade e a fantasia. O meu reino é o das profundezas do Mar onde tudo é ambíguo e sem barreiras, onde as formas se misturam e confundem. Perante a fealdade do quotidiano, quem quer que se identifique comigo é tentado a refugiar-se no mundo das visões.

Eu sou o anseio religioso de retornar à Fonte Primordial da Vida. No entanto, infiltro a profunda sabedoria interior de que a alma humana, o divino e todas as formas de vida estão interligadas. Quem me venera, anseia por paz e amor, e procura a salvação por meios divinos, destruindo a ênfase consciente no lado material da vida, de modo a que essa sensação possa ser vivenciada.

Ao longo destes doze passos, dos quais eu sou o último, é suposto uma criatura nascer e completar-se. Depois de ter passado pelo triplo Fogo (o Breve/Carneiro, o Constante/Leão e o Boreal/Sagitário), pelo triplo Ar (o Racional/Gémeos, o Equilibrado/Balança e o Intuitivo/Aquário), a tripla Terra (a Primaveril/Touro, a Crítica/Virgem e a Fria/Capricórnio) e por dois tipos de Água dissemelhantes (a Uterina/Caranguejo e a Pantanosa/Escorpião), essa criatura chega a mim e mergulha na última Água (Dissolvente), a do sonho e da compaixão, do sacrifício e do perdão, da inspiração e do Amor Maior. Deverá então largar o lastro da discriminação, tudo integrar e amar a Totalidade.

Mas como no reverso da minha medalha se inscrevem as atitudes evasivas, a ilusão, a irresponsabilidade e a apetência por paraísos artificiais, é bem provável que esse ciclo individual se venha a fechar de forma inconveniente. Assim, é imperioso recomeçar. Impõe-se abandonar o invólucro material, partir para outras paragens e aguardar por nova encarnação. As passagens acumular-se-ão até conclusão satisfatória. Então, já nada haverá para fazer na Terra. Para as entidades que chegam, por cá evoluem e partem para de novo regressar, eu sou o décimo segundo que perdoa e dissolve.

Como soa o Cântico a Aquário?
Texto do “Cartaz Aquário” referido no topo da página


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