Memórias de um incansável viajante

A origem deste conjunto de textos poéticos é o belíssimo poema ‘Benditos’, de José Afonso, o qual, interpretado por Né Ladeiras, é uma das faixas do CD “Galinhas do Mato”, o último álbum do poeta/cantor, editado em 1985:

Já fui neve no mar / Já fui espada na mão
Já fui a corda da lira a vibrar
Já fui servo de um Deus / Vida e morte num momento
Já nasci no barlavento / Já fui erva no chão 

Bendito seja o pão / Bendita seja a flor / Benditas as portas do amor 

Já fui favo de mel / Cajado de pastor
Já fui nuvem correndo no céu
Já fui ceptro de um rei / Arco-íris num instante
Já fui vento do levante /Já fui andarilho e cantor

Bendita seja a paz / Bendita sejas tu / Benditos os peixes do azul  

A beleza do poema impressionou-me de tal maneira que usei as duas primeiras linhas dele como mote desta reflexão pessoal

No passado, sofri de algumas vaidades.
Mas calei que prefiro ser neve no mar
do que poeira pisada, caída no chão. …

Quando senti que esta ideia merecia ser desenvolvida, pareceu-me incorreto iniciar esse trabalho repetindo a expressão: Já fui… / Já fui… . Tive de esperar algum tempo até surgir o formato que vais ler e ouvir nos vídeos listados abaixo:

Memórias de um incansável viajante

Sequência 1  →  Três memórias de uma alma vulnerável

Sequência 2  →  Três memórias de uma alma condenável

Sequência 3  →  Três memórias de uma alma desconfortável