Escorpião

22/23 de Outubro — 21/22 de Novembro

As previsões da insigne astróloga Rafaela Baldaia


Aprendendo sobre Escorpião.

O “Cartaz Escorpião”
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Se preferes levar a coisa um pouco mais longe, dispõe das minhas
consultas de astrologia humanista


Plutão (cujo símbolo enquadra este parágrafo) é, desde 1930, o regente comum deste 8º signo, do elemento Água, que vigora no pino do Outono. Antes dessa data era Marte (regente de Carneiro) que dominava no Reino do Escorpião. Dada a duração da órbita de Plutão em torno do Sol (cerca de 248 anos), a sua posição por signo não é relevante, porque toda uma geração tem Plutão no mesmo signo. Para teres uma ideia, desde 1762, a permanência de Plutão nos signos oscilou entre 12 e 32 anos. Se a posição por signo é irrelevante, a Casa astrológica onde ele se encontra no mapa de nascimento é determinante. Se estiver harmónico (estabelecendo ângulos de 30, 60 e 120 graus com os outros planetas), incute poder força e resistência; se Plutão – O Senhor do Submundo – estiver desarmónico (estabelecendo ângulos de 90 e 180 graus com os outros planetas) a coisa pode ficar muito complicada, principalmente na área de vida representada pela Casa astrológica onde se encontra. Neste caso, essa área de vida pode ser aquela onde a pessoa experimenta – como já alguém disse – a “porta de entrada para o inferno”. Pela minha parte, não posso desmentir esta afirmação.  Se queres saber em que Casa está o “teu” Plutão, envia um e-mail com a data, a hora (de 00:01 a 23:59) e a vila/cidade de nascimento.


A função esotérica de Escorpião

O arquétipo astrológico de Escorpião está intimamente relacionado com as estruturas profundas da alma e da psique humana e, também, com a vibração de todos os outros planetas do sistema solar. Plutão (o grego Hades), atual regente de Escorpião, ganhou má fama por ser duro e implacável. É, porém, justo. No mito, qualquer sentença por si ditada, não podia ser revogada nem pelo seu irmão Júpiter (Zeus), o Senhor do Olimpo. No passado, a vibração de Plutão desempenhou uma função de Regulação Cármica, fazendo cumprir a Lei do Equilíbrio. Contudo, já deixou de ser assim porque as estruturas vibracionais das almas estão a ser trabalhadas pela energia plutónica. Resultado: um profundo processo alquímico, durante o qual ganham nova forma e passam a beneficiar de outro tipo de sustentação. Depois da intervenção plutónica, a estrutura da alma humana (plena de medo, imersa no “deve e haver” cármico), acaba por ficar irreconhecível. O Amor Integral, agindo de forma plutónica — justa, mas firme e implacável — rasga os véus para que a verdade de manifeste. Plutão, ao desfazer as tramas das ilusões, confere verdade e justiça. Ao retirar a manipulação emocional, faz com que a verdade prevaleça. Esta forma de operação tem cada vez mais impacto na dimensão física. Naturalmente, a realidade mundana pode sofrer alterações imprevisíveis e, por vezes, até devastadoras, que podem levar algumas pessoas a perguntar “porque é que Deus permite uma coisa destas? ” No entanto, como se tem visto, essas circunstâncias estimulam a reestruturação económica e social, e fomentam a alteração das mentalidades que dominam o planeta. Quando a energia de Plutão “entra em cena”, a corrupção é denunciada e acaba-se o tempo de deturpar a espiritualidade!

Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
a heroina do capítulo 8 é a Patinho Viperina.


Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 8º poema deste conjunto é dedicado a este signo, associado à morte, à transfiguração e às profundezas da psique. Para Fernando Pessoa (que era Gémeos, com Ascendente em Escorpião), decerto não foi difícil plasmar um ambiente tétrico e assustador neste poema:

FERNÃO DE MAGALHÃES

No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.

De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto
Cingi-lo, dos homens o primeiro
Na praia ao longe por fim sepulto.

Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra interna com seu abraço.

Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Escorpião neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’. Depois, consulta a página 43.

O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual  descreve a sua simbologia astrológica. Esta obra, porém, não contempla o Sol, regente de Leão (porque não é um planeta), nem Lua, regente de Caranguejo (porque é um satélite) nem Plutão porque a obra é de 1916, e este planeta só foi descoberto em 1930. Nos outros signos poderás apreciar as diversas partes desta obra:

MARTE – O Mensageiro da Guerra (Carneiro)
VÉNUS – A Mensageira da Paz (TouroBalança)
MERCÚRIO – O Mensageiro Alado (GémeosVirgem)
JÚPITER – O Mensageiro da Alegria (Sagitário)
SATURNO – O Mensageiro da Velhice (Capricórnio)
URANO – O Mágico (Aquário)
NEPTUNO – O Místico (Peixes)

Mas, para que esta página não fique sem música, proponho a audição de uma peça que, quanto a mim, transmite a intensa vibração de Plutão. Trata-se de “Adagio para Cordas” do compositor pisciano Samuel Barber (EUA, 09.03.1910 / 23.01.1981). Esta música pungente foi escolhida pelo realizador Oliver Stone para ilustrar as dramáticas e devastadoras cenas finais do seu filme ‘Platoon’, realizado em 1986. Para a minha sensibilidade, esta peça define o estado lamentável em que se encontra a Terra e a sua humanidade. Sugiro que leias o que se segue:

Para aprofundar a compreensão do arquétipo Escorpião 

Eu sou o Expurgador Oculto. O meu poder agudo, é desintegrador. Represento Água Fixa que guarda na memória o breu do fundo do poço, comum à Humanidade. Mas também sou a energia ebuliente que de lá arranca velhos padrões, transformando a superfície “polida” do comportamento, num borbulhar de espuma fétida, que é imperioso reconhecer para que possa ser removida.

Para bem lidar comigo, imponho que não se resista à mudança: em todos os nascimentos é preciso descontrair, não oferecer resistência. Imponho o abandono dos métodos negativos de relacionamento, baseados no ciúme, na posse, na manipulação, na culpa, para que se possa evitar a violência e o retraimento.

Imponho a alteração da prática da sexualidade baseada no controlo e no seu uso como forma de combater o isolamento. Imponho o reconhecimento de que são destrutivos todos os vínculos impeditivos do autodesenvolvimento, pois é possível, e desejável, desenvolver relacionamentos em que cada um deixa espaço para uma plena auto-expressão do outro. Eu sou a energia que permite à humanidade trabalhar a sua estrutura psíquica, tendo em vista o abandono dos modelos de comportamento ultrapassados. Eu sou quem diz que, quando algo termina, jamais pode ser recriado como era antes, seja a vida de um indivíduo, um estado de consciência, um sentimento, um relacionamento, uma sociedade.

A vida existe e existirá sempre, mas deve renovar-se nas suas formas, pois o que fica velho ou acaba, não pode jamais ser repetido, porque mudou a qualidade interior. Sou eu quem preenche a Vida, pois ela é composta por inumeráveis mortes e respetivas regenerações, raramente se considerando que aquela que é tida por derradeira, e que tanto apoquenta os mortais, acaba por ser a que menos importa, já que se trata apenas de uma passagem. Talvez devido ao uso de uma máscara que me torna invisível, fui o último a ser descoberto no sistema solar. Ao representar as trevas, fecho-o, opondo-me ao Princípio Propagador da Luz.

É quase desnecessário apresentar-me — quem não conhece os Guardião das Trevas? —, mas sempre fica dito, de uma vez por todas, que, por ser aquele que faz “convites” irrecusáveis, eu sou “O oitavo que deseja e transfigura”.

Excerto do meu livro “OS ESTADOS DO SER”

Como soa o Cântico a Escorpião?
Texto do “Cartaz Escorpião” referido no topo da página.


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