Carneiro

20/21 de Março — 19/20 de Abril

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Neste vídeo podes apreciar a estética do “Cartaz Carneiro” e ouvir o texto.
Encomenda-o aqui (apenas 5€), para ti ou para ofereceres.
Uma miniatura do cartaz, para ficares com uma ideia.

 


[ 2 ]
Marte (cujo símbolo enquadra este parágrafo) é o regente comum deste 1º signo, do elemento Fogo, que inicia
 a Primavera. Há imensas pessoas nascidas com Sol em Carneiro. Uma das razões que contribui para serem tão diferentes umas das outras é o signo onde se encontra Marte. Ora, havendo doze signos, há doze tipos básicos deste signo: com a Marte em Carneiro/1; com a Marte em Touro/2; com a Marte em Gémeos/3; com a Marte em Caranguejo/4,  … etc. … com Marte em Peixes/12.  É claro que não é indiferente o Deus da Guerra estar aqui ou ali. Um Marte num dos três signos do elemento Fogo é muito diferente de um Marte posicionado num dos três signos do elemento Água. Se queres saber em que signo está o “teu” Marte, envia-me um e-mail com a data, a hora e o local de nascimento.

[ 3 ]
Conhece a função esotérica de Carneiro na
página 2 deste ficheiro

[ 4 ] O NOME DO JOGO É TOTALIDADE
Doze degraus de reflexão sobre a interação entre o que está em cima e o que está em baixo, e do que daí pode advir em termos de comportamento e evolução. Neste trabalho, escrito em 1989 e revisto em 2019, o Ego faz uma viagem pelas doze Casas dos doze signos. Portanto 144 passos. Será Ego 1 quando estiver no 1º Degrau/Carneiro; Ego 2 quando passar pelo 2º De­grau/Touro… e acabará em Ego 12 ao atingir o 12º Degrau/Peixes.

1º DEGRAU
Feito pelo Fogo de Carneiro e comandado por Marte

Casa I / Passo 1: Finalmente, subiu o pano que encobria a incerteza. Uma tenaz a cabeça para fora foi puxando, enquanto, por trás, outra Mão esteve empurrando. Assim nasce um ser que – sendo uma promessa – logo se prende à vida sempre cheio de pressa. Encarnando o espírito pioneiro, eis o Ego 1, o arquétipo do Eu, pois foi com Marte irrompeu. E porque entrou pelo Carneiro, com o seu berro de conquista já deu o aviso de que em tudo quer ser primeiro!

Casa II / Passo 2: Por estar arrecadado, o seu forte Consciente – o Sol em Carneiro exaltado – tem um valor um tanto esquivo. O resto, que é Inconsciente, é o reino de um outro estado cujo alçapão está fechado. Mas é o sumo do seu passado que pretende ficar ativo.

Casa III / Passo 3: Por ter acabado de nascer, nas mãos ergue a grandiosa Taça da Pureza. Mas sobre a sua cabeça já pende o culto cego da infalível certeza. Por não se lembrar, não entende que os outros dele são irmãos. Ao menos nisso seja como os cristãos!

Casa IV / Passo 4: Um dia, a hora, num minuto, foi chegada. Dentro da Mãe, a Porta Sagrada, ao abrir-se para o Caminho, criou a escuridão molhada que é o útero feito ninho. Então, quando o parto terminou, na estridente gritaria soltou o acorde agudo do seu alento. É uma forma trôpega de expressar o isolamento, um desejo instintivo de balbuciar Eu Sou, ou de perguntar: Por que repito este tormento?

Casa V / Passo 5: Agora, eis a total afirmação em cada apetecida guerra! Para isso, à cinta, suspensa do umbilical cordão (que já lhe serviu de sustento), dispõe daquela espada que os dentes, ainda ausentes, já lhe cerra. Ela é o aço com o qual a vida tempera, é a arma que com o sangue de outros pinta, é a lâmina com a qual o perdido recupera, é o que nele desperta e acende a volição. Sempre cheio de empenhamento, que uso fará do poder da criação, a partir deste momento?

Casa VI / Passo 6: Convém que o Ego 1 aprenda este Artigo: a) O trigo (que, enquanto semente, timidamente se retém), não sabe como se sente. b) A luz, que da roda do Sol provém, sabe que, ao fim da tarde cairá no Poente! Mesmo assim, até todos nós vem, todos os dias, precisamente. Só quando souber que isto em si detém, é que o Ego 1 poderá seguir em frente.

Casa VII / Passo 7: Instigado por Marte, o Ego 1 clama por aventura. Arrebita o nariz e diz-se cavaleiro de ação pura. Porém, do clã de Vénus, uma Mulher fala: Lembra-te, que o ar é calmo pela manhã porque, após a noite, é à luz que se dá primeiro. Na frescura desse ar arrefece a tua bravura. Tenta ser amável em vez de guerreiro. E das mulheres não sejas tão descrente. Confessa o quanto em ti o erro é frequente para que a culpa que sentes não seja vã.

Casa VIII / Passo 8: Na coragem cega mergulhado, estabelece, a cada momento, com Plutão – o drástico deus embuçado – um brutal e estreito entendimento. É a manipulação que, tomada pela fúria, inquietação, ódio e secretismo, acaba por conhecer o tormento. É o pénis que, insistindo na luxúria, na rudeza e no extremismo, crê que suplantou Quem lhe dá sustento. Quando, após muito erro, conquista a penúria, aprende que, para acordar, tudo serve de fermento!

Casa IX / Passo 9: Assim, as brutas artes de Atena, quase sempre serão praticadas. Barreiras serão derrubadas sem perdão nem qualquer pena. O pior é que nem outras espadas demovem o Ego 1 desta crença! Quem duvida que sempre vença só quem a este Fogo não pertença! 

Casa X / Passo 10: Dando um passo primordial, o Ego 1 conhece a exaltação. Tomando fôlego, com força se explode libertando o ânimo mantido em contenção pela severa repressão do seu caudal. Porém, um grande e valioso geode se quebrará se de si brotar o mal.

Casa XI / Passo 11: Depois do topo uma vez conseguido, fica o Ego 1 à lisonja habituado. Então, deverá ser ele diminuído
para que o ardor seja aplacado. O ativo frenesim só será contido se o raio de Urano for evitado. Oxalá a hierarquia não o tente. Oxalá o ódio aceso o não desfaça. Que se livre da certeza insolente de crer que cabe onde não passa. Se assim não for, no seu Fogo assa.

Casa XII / Passo 12 : Conclusão: Se, durante a vida, agrediu e ofendeu, inda não é desta que a sua chama eterniza. Contudo, a terra feita daquele chão – que agora já não pisa – tem as marcas do que foi sangrado. Afinal, o que foi que o Ego 1 aprendeu antes de mudar de estado? Quando a massa é incapaz de ser pão é porque a si mesma não se tendeu!


[ 5 ]
Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
o herói do capítulo 1 é o Patinho Pioneiro.

[ 6 ]
Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 1º poema deste conjunto é dedicado a este fogoso signo, amante do espírito de iniciativa.

O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te Português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Carneiro neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’.
Depois, consulta a página 6.

[ 7 ]
O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual descreve a sua simbologia astrológica. No caso de Marte – O Mensageiro da Guerra, repara como a música, num tom marcial, reflete a agressividade marciana e, nos últimos segundos da peça,
a sua teimosia, através da repetição exaustiva do mesmo acorde.

[ 8 ]
Para aprofundar a compreensão do arquétipo Carneiro

Eu sou o Guerreiro Obstinado. Orgulho-me da minha liderança incontestada sobre o Ciclo das Estações. Estou à cabeça dos 12 Estados do Ser e comigo se abre a Grande Roda da Vida, porque o Sol entra em mim no equinócio da primavera — o momento exato em que a Natureza começa um novo ciclo. Assim sendo, creio ser natural o meu orgulho na relação estreita que mantenho com o início das coisas. Sozinho, sou perfeitamente capaz de afrontar desafios, pois tenho-me na conta de ser a personificação da Coragem. Quando me predisponho a desbravar novos caminhos (agredindo, se preciso for), desencadeando o meu espírito pioneiro, pouco ou nada me importam as consequências dos meus atos, na medida em que me concentro apenas nos resultados que pretendo atingir. Desprezo o Passado, porque sei que não há tempo a perder.

Sim, eu sei que o velho Saturno está muito arreigado a esse Passado e também ao Tempo, à Tradição, à Velhice. Mas é precisamente por causa dessas correlações, e pela sua tendência para a cautela, o medo e a segurança , que não lhe concedo grande estima. Reconheço que, quando vou até aos seus domínios ele me recebe sempre de forma exaltada — um gesto que eu sou incapaz de retribuir, quando se dá o caso de ser ele a vir até aos meus. Mas eu sou assim mesmo! As cortesias e as pausas para reflexão comigo não funcionam, simplesmente porque eu não quero que funcionem!

Outra coisa interessante é asseverar-se que as minhas vitórias não terão qualquer valor — e passarão até a ser imerecidas —, se não reconhecer que devo reparti-las, que devo perder o hábito de glorificar os objetivos conquistados, esquecendo os apoios oferecidos, desprezando os degraus em que me apoiei. Esquecem-se de que só eu sei quanto custa ser vencedor! Enfim, julgamentos éticos de quem passa a vida a pensar! Eu preferirei sempre a ação! O curioso é que se prevê um futuro limitado de movimentos para este meu temperamento agressivo e impetuoso. 

O que eu digo, para terminar esta conversa inútil é o seguinte: o meu colaborador habitual — o Deus da Guerra —, é a personificação do espírito de iniciativa, do ímpeto conquistador e do combate individual contra as forças adversárias. Portanto, desprezo solenemente quem tais opiniões expressa. Convém não esquecer que eu sou o primeiro que aparece e vence!

[ 9 ]
Como soa o Cântico a Carneiro?
Texto do “Cartaz Carneiro” referido no topo da página

 

CONSULTAS de ASTROLOGIA HUMANISTA

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