Caranguejo

20/21 de junho — 22/23 de Julho

Neste vídeo tens a minha explicação do conteúdo do “Cartaz Caranguejo”.
Encomenda-o aqui (apenas 5 “luares”), para ti ou para ofereceres.
Uma miniatura do cartaz, para ficares com uma ideia.

Se quiseres levar a coisa um pouco mais longe, dispõe das minhas
consultas de astrologia humanista


A Lua é o regente comum deste signo que introduz o Verão.
Na mitologia greco-romana há pelo menos três deusas a ela associadas.
Neste pequeno vídeo, encontras o essencial sobre o tema.

Há imensas pessoas nascidas com Sol em Caranguejo. Uma das razões que contribui para serem tão diferentes umas das outras é o signo onde se encontra a Lua. Ora, havendo doze signos, há doze tipos básicos de “Caranguejos”: com a Lua em Carneiro/1; com a Lua em Touro/2; com a Lua em Gémeos/3; com a Lua em Caranguejo/4,  … etc. … com a Lua em Peixes/12. Se queres saber em que signo está a “tua” Lua (o que é essencial pois ela simboliza a forma como reages emocionalmente quando algum facto te apanha de surpresa), envia-me um e-mail com a data, a hora e o local de nascimento.

Conhece a função esotérica de Caranguejo na
página 5 deste ficheiro

Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
a heroína do capítulo 4 é a Patinha Maternal.

Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O quarto poema deste conjunto é dedicado a Caranguejo. O amor pela pátria e o orgulho que se pode sentir por ela, simbolizado por este signo, está magistralmente descrito em:

O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?”
E o homem do leme disse, tremendo:
“El-Rei D. João Segundo!

“De quem são as velas por onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,

“Quem vem poder o que eu só posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
“Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Touro neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’.
Depois, consulta a página 24.

O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual descreve a sua simbologia astrológica. Esta obra, porém, não contempla o Sol (porque não é um planeta), a Lua (porque é um satélite) e Plutão porque a obra é de 1916, e este planeta só foi descoberto em 1930. Nos outros signos poderás apreciar as diversas partes desta obra:

Marte – O Mensageiro da Guerra (Carneiro)
Vénus – A Mensageira da Paz (Touro e Balança)
Mercúrio – O Mensageiro Alado (Gémeos e Virgem)
Júpiter – O Mensageiro da Alegria (Sagitário)
Saturno – O Mensageiro da Velhice (Capricórnio)
Urano – O Mágico (Aquário)
Neptuno – O Místico (Peixes)

Mas, para que esta página não fique sem música, aprecia este “luar” (Clair de Lune) do compositor leonino Claude Debussy (França 22.08.1862 – 25.03.1918).

Para aprofundar a compreensão do arquétipo Caranguejo

Eu sou a Mãe Dedicada. Simbolizo a ancestralidade e as raízes, a “Porta” por onde se entra para esta vida. Ninguém pode nascer sem mim: útero receptivo, que alimenta e resguarda. Embora, enquanto astro, seja um satélite “morto”, represento a Maternidade a o Inconsciente, por ser a luz da noite que ilumina o escuro, a face inacessível da psique. Sou quem, feminina, se compreende através do desejo de nutrir e proteger. Sou a necessidade que têm de mim. Por isso gosto de falar pouco; prefiro passar desapercebida, disfarçar-me aqui no masculino e ser apenas “o quarto que protege e sente”.

Como soa o Cântico ao Caranguejo?
Texto do “Cartaz Caranguejo” referido no topo da página

 

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