Capricórnio

21/22 de Dezembro — 19/20 de Janeiro

Neste vídeo podes apreciar a estética do “Cartaz Capricórnio” e ouvir o texto.
Encomenda-o aqui (apenas 5€), para ti ou para ofereceres.
Uma miniatura do cartaz, para ficares com uma ideia.


Se preferes levar a coisa um pouco mais longe, dispõe das minhas
consultas de astrologia humanista


Saturno (cujo símbolo enquadra este parágrafo) é o regente comum deste 10º signo, do elemento Terra, que inicia o Inverno. Saturno (Cronos na mitologia grega), está relacionado com as nossas limitações, a formação e cristalização da Consciência, o valor educativo da dor, o saber adquirido pela experiência através da criação de formas e estruturas. O seu desejo é fortalecer a noção de responsabilidade individual, desenvolver o ego, penetrar no cerne das questões e, através de “testes”, estabelecer os limites próprios, suportando condições adversas. Saturno aponta as vulnerabilidades do carácter e sugere as alterações que devemos introduzir na nossa vida quando somos confrontados com a frustração e o sofrimento. 

Conhece a função esotérica de Capricórnio na
página 11 deste ficheiro

Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
a heroína do capítulo 10 é a Patinha Friorenta.

Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 10º poema deste conjunto – talvez o mais conhecido do conjunto – é dedicado a este signo amante do respeito e da severidade… e do trabalho duro, como foi a Saga dos Descobrimentos portugueses. Daí o nome do poema.

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Capricórnio neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’.
Depois, consulta a página 52.

O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual descreve a sua simbologia astrológica. No caso de Saturno – O Mensageiro da Maturidade, repara como a música evoca a calma e o recolhimento da velhice… e a sua lentidão.

Para aprofundar a compreensão do arquétipo Capricórnio

Eu sou o Pai Austero. Vós tendes uma forte percepção de mim porque pareço pesar como chumbo e dominar sobre todos. Estou quedo, porque sou velho como o Tempo. Mas permaneço atento aos ajustes que em vós vão ficando por fazer, porque o meu saber de experiência feito ajuda-me a cumprir a eterna tarefa de vos ensinar. Tenho o poder de impor e ordenar, porque o Caos está em baixo e não em cima. Ou ainda não vos apercebestes de que Cosmos quer dizer Ordem?

Cuidais que se alimento uma candeia é porque me falta a luz ou os meus olhos se vão recolhendo? Desiludi-vos, pois sois vós que não a vedes! Se afio a inapelável foice, é porque nenhum erro ficará sem a devida correção. Alguns já disso se aperceberam! E atentai que, se me entendem como o arquétipo do medo, é porque, como seres condenados ao Tempo e à Morte, vós renunciais justamente àquilo que poderia colmatar as frustrações que vos atormentam.

Tendes medo e, depois, dizeis que sou eu que vo-lo faço! Desfazei-vos da Sombra com que obnubilais a Luz, e vereis finalmente o meu esplendor… Escuso de voltar a dizer quem sou!

Como soa o Cântico a Capricórnio?
Texto do “Cartaz Capricórnio” referido no topo da página


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