Aquário

19/20 de Janeiro — 19/20 de Fevereiro

Neste vídeo podes apreciar a estética do “Cartaz Aquário” e ouvir o texto.
Encomenda-o aqui (apenas 5€), para ti ou para ofereceres.
Uma miniatura do cartaz, para ficares com uma ideia.

Se preferes levar a coisa um pouco mais longe, dispõe das minhas
consultas de astrologia humanista


Urano (cujo símbolo enquadra este parágrafo) é, desde 1781, o regente comum deste 11º signo, do elemento Ar, que vigora no pino do Inverno. Até essa data o regente foi Saturno, também regente do signo anterior, Capricórnio). Urano (Uranus na mitologia romana), por ser a oitava superior de Mercúrio, regente de Gémeos, distingue-se deste (que vê, apenas, com os olhos de fora) vendo o mesmo usando os olhos de dentro! Representa independência e originalidade, o rompimento da forma e o derrube das fronteiras estabelecidas. No entanto, por ser regente de um signo fixo, pode denotar uma forte teimosia. No plano básico, representa o desejo do ser humano ser mais do que é, desenvolvendo uma identidade original, distinta da dos seus semelhantes. Para este revolucionário que gosta de escaqueirar os “armários”, a vida ou não presta ou não chega. Daí a sua rebeldia.


Conhece a função esotérica de Aquário na
página 12 deste ficheiro

Os meus livros de temática astrológica
Na “Crónica da Incrível História do Patinho”,
o herói do capítulo 11 é o Patinho Imprevisível.

Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 11º poema deste conjunto é dedicado a este signo para quem a independência é o maior valor da Vida. É por isso que adora surpreender os acomodados e os tradicionalistas. Não admira que Fernando Pessoa tenha escolhido o rei aquariano D. Sebastião (que surpreendeu toda a gente com a “loucura” de Alcácer Quibir, pondo em causa a independência do país), para ilustrar este arquétipo astrológico:

A ÚLTIMA NAU

Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre os choros de ânsia e de pressago
Mistério.

Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.

Ah! Quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou ‘spaço.
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.

Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.

Para ficares a saber como é que Fernando Pessoa “escondeu” o signo Aquário neste poema (entre outras coisas), baixa o PDF do livro: A Astrologia em ‘Mar Português’.
Depois, consulta a página 56.

O compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934 ) compôs uma suíte sinfónica chamada Os Planetas, na qual descreve a sua simbologia astrológica. No caso de Urano – O Mágico, repara como a música é “violenta” e cheia de cambiantes inesperados.

Para aprofundar a compreensão do arquétipo Aquário.

Eu sou o Aguadeiro Altruísta. Da minha ânfora sai o que é capaz de matar a sede de Conhecimento. Foi ao meu senhor, Urano, juntamente com Gaia, que os Poetas antigos atribuíram a grave tarefa de criar o Universo. 

Ouçamos Urano – o relâmpado que rasga o horizonte:

Eu sou Urano, a Grande Mente, o Guardador do Plano. O meu poder acorda a consciência superior: quem por ela é tocado, sofre o divino descontentamento de sentir que a sua vida não presta ou é insuficiente. Deste modo promovo a mudança. Eu sou o poder criativo do Espírito Universal, a força que, em relances de penetração intuitiva, se manifesta em mudanças súbitas do padrão de vida, no rápido florescimento de novas ideias e de concepções originais. Quem comigo sintoniza, parte em busca de excitação e novas descobertas, pois faço apelo à liberdade, através da afirmação do indivíduo. Eu sou a “Voz de Deus” que percorre o éter, estendendo o arejamento para além das barreiras do Espaço e do Tempo.
Rasgo a consciência e descubro o que  iluminará as sociedades.

Desprezo o que é incómodo e limitador, e inculco um apelo irresistível para que se mude tudo o que esteja ultrapassado. Aqueles que aceitam a minha ação, rapidamente cortam com o que não é essencial. Em condições menos favoráveis, conduzo a posições extremistas nas atitudes e opiniões, ao fanatismo, ao desprezo pela Tradição e à teimosia inabalável.

Eu sou o Grande Libertador, e gosto de me disfarçar de acaso. Posso promover revoluções. No final do século XVIII a humanidade consciencializou essa força na Revolução Francesa, na mesma década em que me descobriram no sistema solar. A minha influência é agora dominante nesta Era de Aquário, durante a qual disporei da humanidade, durante dois milénios, para a submeter a experiências inovadoras. Calo-me agora porque prefiro a surpresa … E, se não perceberam, intuam!

Como soa o Cântico a Aquário?
Texto do “Cartaz Aquário” referido no topo da página


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