Mar com Música

Aqui, o objectivo é pausar, descontrair, descansar.
A intenção é compensar, tanto quanto possível, a insanidade generalizada.
Portanto, se tem pressa, esqueça… e acelere!
Se não tem, inspeccione a lista abaixo e desfrute.
Obrigado pela visita.

Relembro que só sentimos o gosto por um determinado trecho musical,
seja qual for o género, depois de o conhecermos bem.
(Qual a música de telenovela que não se tornou famosa?)

Quer isto dizer que ouvir apenas uma vez pode não ser suficiente.

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NOVO

17) Tchaikovsky – Sinfonia Nº6, “Patética”
Excerto do 1º andamento 

Notas sobre a sinfonia

 O excerto apresentado começa aos 04:20 deste vídeo

A primeira parte do 1º andamento
pela insuperável Orquestra Filarmónica de Berlim
dirigida pelo carismático Herbert von Karajan

A segunda parte do 1º andamento
(não te assustes aos 00:06!)

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16) Haendel – Ombra mai fù

Da ópera XERXES, na voz do contratenor Philippe Jaroussky.
Aqui, com a tradução do poema cantado e informação sobre os castrati

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15) Frédéric Chopin – Prelúdio op 28, nº 4

Este Prelúdio é um dos mais conhecidos do compositor. Para isso contribuiu o facto de a atriz e cantora Jane Birkin – ter gravado uma canção dengosa (Jane B) desta obra prima. E, como seria de esperar, foi um êxito. Estão ambas aqui.

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14) Claude Debussy – Reflexos na Água

Esta é uma das três peças do primeiro volume de “Imagens”.
Composta em 1905, integra-se no período do Impressionismo musical.
Não podia faltar aqui
.

Outras obras deste compositor francês o nº 8 e nº 12 desta lista.

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13) Melodia Catita (2) 

Esta valsa, composta pelo compositor russo Dmitri Shostakovich, nos anos 30 do século passado, pouco depois de este género musical ter surgido nos Estados Unidos, faz parte da Suite de Jazz nº 2, em oito movimentos. O realizador Stanley Kubrick (“Laranja Mecânica”, “2001 – Odisseia no Espaço”. “Spartacus”) utilizou-a na banda sonora do seu último filme “De olhos bem fechados”, com Tom Cruise.
É, realmente, uma melodia catita para trautear no duche!

A Melodia Catita (1) está no nº 10 desta lista.

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12) Claude Debussy – Clair de Lune 

Esta famosíssima “pérola” do período impressionista, escrita para piano, em 1905,
pelo compositor francês Claude Debussy, é a terceira parte da Suite Bergamasque.
Não podia faltar nesta coleção
.

Outra obra deste compositor francês no nº 8 desta lista.

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11) Nina Simone – My Baby just cares for me 

Nina Simone (na verdade Eunice Kathleen Waymon – 1933/2003), foi uma pianista, cantora, compositora e ativista dos direitos civis dos negros norte-americanos. Nome fundamental do jazz, abordou outros estilos como a música clássica, os Blues, o Folk, o Gospel, Pop, etc. Levantou a sua voz contra a onda de racismo que perturbou os Estados Unidos na década de 1960. Devido ao seu envolvimento, cantou no enterro de Martin Luther King.
Aqui apresento uma das suas composições mais conhecidas

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10) Melodia Catita (1)

Se, tipo tratamento, ouvir todos os dias esta maravilha, ao fim de uma semana já a cantarola no duche. O que é bastante saudável, como se sabe. As imagens, filmadas em Cacela Velha (Tavira, Algarve), mostram uma das entradas ao mar da Ria Formosa.

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9) Scarborough Fair

Este título faz referência à feira de Scarborough, que, na Idade Média, era famosa em Inglaterra. É uma canção tradicional de autoria desconhecida, que teve muitos intérpretes e versões, sendo a mais famosa a da dupla Simon & Garfunkel.
Escolhi esta versão e pedi ao Mar Atlântico para dar uma ajuda.

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8) Claude Debussy – Arabesque Nº 1

Entre 1888 e 1891,
tinha Debussy entre 26 e 29 anos,
compôs dois “Arabesques” para piano solo.
Apresento aqui o primeiro, talvez o mais conhecido dos dois. 

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7) Scott Joplin

O compositor e pianista norte-americano Scott Joplin (1868/1917) foi uma figura fundamental do desenvolvimento do Ragtime. Este ritmo, juntamente com o Blues, influenciou decididamente os primórdios do Jazz. Notável improvisador ao piano, este texano escreveu cerca de 4 dezenas de peças. Uma das mais conhecidas (por ter sido o tema principal do filme “A Golpada”, de George Roy Hill, com Paul Newman e Robert Redford) é The Entertainer. Toca a sorrir e a bater o pezinho!

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6) Haendel – Water Music  “Hornpipe”

Water Music (Música Aquática) é uma coleção de movimentos orquestrais (3 suites) composta pelo compositor alemão George Frideric Haendel, para satisfazer uma encomenda do rei Jorge I de Inglaterra, país para onde o compositor emigrara. Segundo a ideia do rei, esta peça devia ser tocada com os músicos flutuando dentro de uma barca a remos, que desceria o rio Tamisa sempre perto da embarcação real, de forma a que o rei e os seus cortesãos mais chegados pudessem desfrutar do concerto. Este espetáculo, inédito na época, ocorreu na noite do dia 17 de Julho de 1717. E porque, durante as descida do rio, aproveitando a maré, o rei adorou a música composta por Haendel, a orquestra flutuante teve de repetir, por três vezes, esta peça de cerca de uma hora!

O excerto que aqui apresento (chamado Hornpipe), com menos de três minutos, tem um formato A – B – A. Esta sequência é bem evidente no tipo de imagens escolhidas para ilustrar o tema A, o tema B e a repetição do tema A. Gosto particularmente do tema B, mais lento (ilustrado com imagens a preto e branco) para contrastar com a pujança do tema A.

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5) Erik Satie – Gymnopédie Nº 1

Erik Satie (1866 – 1925), compositor e pianista francês, foi uma destacada figura da vanguarda parisiense do começo do século XX. Inovador, subversivo, excêntrico, boémio e irreverente, desde cedo se tornou famoso devido aos títulos estranhos que deu às suas peças. Quando foi acusado de compor sem forma, compôs “Três peças em forma de pera”! No campo da escrita, publicou “Memórias de um Amnésico” (!). Possuía 12 casacos de veludo iguais, colecionava guarda-chuvas e cachecóis. Detestava apanhar sol e comia preferencialmente comida branca: arroz, ovo, coco, peixe, nabo, queijo, etc. Influenciou os seus amigos Debussy e Ravel. Um das suas peças mais conhecidas é a que se apresenta neste vídeo. Alinhando na irreverência de Satie, esta Gymnopédie (cujo subtítulo é “Lento e doloroso”) é ilustrada com imagens contrastantes. Depois diga-me se gostou!

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4) Tchaikovsky — 3º andamento da 4ª sinfonia

No texto que ilustra a entrada anterior (dedicado a César Franck) foi referido o termo “pizzicato”. Quando este termo do idioma italiano surge na partitura, significa que os instrumentos de cordas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos) devem ser dedilhados (como nas guitarras) e não friccionados com os arcos como é habitual. Um exemplo notável em que todos esses instrumentos tocam em pizzicato é o 3º andamento (scherzo – pizzicato ostinato) da 4ª sinfonia  deste compositor russo do século XIX.

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3) César Franck – 2º andamento da sinfonia em Ré menor.

Este organista a compositor belga (Liège, 10.12.1822 — Paris, 8.11.1890) escreveu apenas uma sinfonia. Desta magnífica obra do período romântico, composta entre 1886 e 1888, apresento os primeiros e os últimos dois minutos do 2ª Andamento (alegreto), cuja duração total é de cerca de 11 minutos. … Uma atenção especial para o lindíssimo tema apresentado pelo corne inglês, logo após a introdução da harpa, secundada pelo violoncelos em pizzicato (cordas dedilhadas, não tocadas com o arco). Quanto às imagens do mar, que captei na praia de Cacela Velha/Algarve e no “sítio” na Nazaré, creio que reforçam a delicadeza e a pujança da música.
Aqui tem os excertos do 2º Andamento.

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2) Canção do Mar

Com letra de Frederico de Brito e música de Ferrer Trindade, foi cantada por Amália Rodrigues em 1955, sob o título “Solidão”, para o filme “Os Amantes do Tejo”. Tem inúmeras versões, a mais conhecida das quais é a de Dulce Pontes, que  foi incluída na banda sonora do filme americano “A Raiz do Medo”, com Richard Gere.
Aqui apresento uma versão instrumental por Katrin Wettin.

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1) La Mer

“La Mer – três esboços sinfónicos”, é considerada a obra-prima do compositor francês Claude Debussy (1862-1918). Esta peça foi revolucionária nos planos da harmonia e da composição, já que, ao fugir da tonalidade tradicional, criou um novo universo harmónico, empregando modos e escalas antigas e não europeias. Por não se prender a qualquer estrutura formal, utiliza concepções rítmicas inéditas.
Aqui tem as três partes desta obra.